Apresentação

 

 

 

Na nova ordem mundial, sabemos que o turismo constitui-se fenômeno de crescente interesse econômico, como também fator de desenvolvimento. Interessa-nos tratar a sua ação de uma perspectiva que valorize o patrimônio, entendendo que não pode haver desenvolvimento sem sustentabilidade do bem cultural ou natural.

O trânsito de turistas promove a transculturação, num enriquecimento mútuo (turista e local). Aspectos das culturas - colocados pela ótica de valorização do diferente - vêm a abrir novas perspectivas e, até, a redimensionar o olhar sobre a própria história. Redesenhando o local a ser visitado, o foco volta-se à memória, à inclusão social, à não hierarquização da cultura, da arte.

A circunstância continental do Brasil, o seu passado histórico e as singularidades de cada região, no que diz respeito às suas respectivas expressões culturais, constituem-se elementos que garantem a sua favorabilidade para o turismo e justificam acreditar numa “negociação” com o global, provocadora da comunicação, do trânsito de pessoas, enfim, acionadora de ações para o turismo.

Nesse raciocínio, por um lado, a observação com experiências internacionais enriquecem ações locais; por outro lado, se re-valorizamos o potencial que temos, poderemos avançar progressivamente até uma produtividade destinada não somente ao mercado externo, mas também a nosso incomensurável mercado interno, melhorando a qualidade de vida das comunidades, contribuindo para a garantia de ações que favoreçam a um desenvolvimento sustentável.